Realizam-se amanhã as eleições para a Assembleia Estatutária do Instituto Superior Técnico (IST), Conselho Geral e Senado da Universidade Técnica de Lisboa (UTL). Para os representantes dos estudantes, candidataram-se duas listas: a BMV e a ANZ.
Lamenta-se a insuficiente discussão que envolveu esta eleição. A grande maioria dos alunos do Técnico nem sequer sabe do sufrágio de amanhã e só uma pequena minoria tem ideia das funções da Assembleia Estatutária. Para muitos - alguns deles signatários das próprias listas - o RJIES representa uma sigla indecifrável. A campanha praticamente não existiu e as raras ocasiões em que as listas se mostraram aos alunos serviram para as juventudes partidárias mais ou menos infiltradas no instituto se acusarem e atacarem mutuamente, ignorando por completo os interesses dos estudantes que dizem defender.
Perante este cenário desolador, o Grupo Vector recomenda a abstenção, que sem qualquer dúvida vai sair vencedora desta triste encenação de democracia.
terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Eleições?
sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Grupo Vector em entrevista
O portal No-Media.info, um projecto independente de informação livre, publicou no seu sítio uma entrevista com o Grupo Vector, que em seguida reproduzimos.
Lendo a apresentação no vosso blogue oficial agradou-nos o carácter local do projecto, é muito específico o objectivo: o activismo no seio de um estabelecimento académico. Acreditam que deste modo se poderão evitar os habituais sectarismos da área nacional, mantendo a porta aberta a todos os estudantes nacionalistas, não importa a organização em que militem fora dos muros da escola?
O Grupo Vector é um grupo autónomo de nacionalistas do Instituto Superior Técnico. Quer isto dizer que somos estudantes nacionalistas independentes de qualquer organização. Alguns de nós nem sequer estão ligados a grupos no exterior do instituto. Num ambiente universitário cada vez mais uniformizado, formatado e resignado, une-nos o sentimento nacionalista e o inconformismo de quem quer ter uma palavra a dizer no rumo da vida universitária.
A ideia de criação do GV surge originalmente de um grupo de estudantes do técnico, para contrapor as ‘jotas’ que não ocultam a sua influência na vida associativa juvenil das faculdades, ou inspirados por iniciativas semelhantes no estrangeiro (CUIB e Blocco Studentesco)?
Ao contrário de outros grupos, não somos o braço estudantil de um partido político. Por outro lado, não somos uma secção de um movimento internacional. A nós interessa-nos acima de tudo o instituto e os interesses dos estudantes. De uma perspectiva global, é óbvio que temos relações com grupos universitários nacionalistas de outros países da Europa, já que no fundo, com o processo de Bolonha e a crescente uniformização e privatização do Ensino Universitário europeu, estamos todos na mesma luta.
Quais os problemas mais flagrantes do dia a dia de um estudante académico? Politicamente, notam algum policiamento externo ou destaca-se principalmente a autocensura exercida pelos vossos próprios colegas?
O IST é uma faculdade com cerca de dez mil alunos e é uma das mais conceituadas instituições universitárias portuguesas. No dia-a-dia, os problemas que mais nos afligem são a insegurança nas imediações da faculdade e o crescente controlo dos estudantes dentro do campus (através da instalação de câmaras de vigilância, de “diligentes” seguranças e de certas restrições). Entretanto, a adaptação ao processo de Bolonha e as tentativas de privatização do IST (há muito que se fala em converter o instituto numa fundação privada) também são algo que nos preocupa.
Politicamente, o Grupo Vector quer ser claro sem deixar de suscitar a dúvida, quer estar presente sem deixar de parecer invisível. Dessa forma, podemos contornar o policiamento externo e a incompreensão de alguns colegas.
Tendo em conta as diversas notícias vindas a público, consideram recuperável o bom nome do nacionalismo em Portugal?
Consideramos a universidade o nosso campo de acção e, por isso, essa pergunta extravasa um pouco o nosso âmbito. Não fazemos depender a nossa motivação da popularidade das nossas convicções. Já o escritor francês Drieu la Rochelle dizia que “verdade não precisa de muitos amigos e, mesmo quando vencida, não deixa de ter razão”.
Julgam que o mau nome do nacionalismo se deve mais à parcialidade da comunicação social, à falta de formação dos jovens nacionalistas ou até às duas causas?
Se é verdade que a imprensa manifesta uma posição muito hostil e até sensacionalista em relação a tudo o que tenha a ver com nacionalismo, verificam-se por vezes episódios infelizes que poderiam ser facilmente evitados. No entanto, esta é uma questão que extravasa completamente a nossa acção.
Embora agradados pela inovação do projecto, ficamos apreensivos no que diz respeito ao símbolo adoptado, adoptar a cruz céltica foi uma ponderação estratégica de choque? Não consideram que o símbolo, por si só, poderá afastar pessoas que à partida poderiam simpatizar com as vossas ideias?
As pessoas que simpatizem com as nossas ideias não vão afastar-se de nós por causa de um símbolo. Da mesma forma, as pessoas que não simpatizam com as nossas ideias, não vão gostar mais do Grupo Vector pela ausência desse símbolo. A cruz céltica, usada pelo Grupo Vector num cartaz de divulgação, é um símbolo ancestral ligado às raízes imemoriais do povo português, usado por diversas organizações universitárias nacionalistas europeias. Além disso, tem um forte impacto visual.
Já ponderaram a criação de um boletim, ou folha, de opinião nacionalista acerca da vida no técnico?
Desde a sua criação, a acção do Grupo Vector tem sido encarada de uma forma sustentada. Lançado por um grupo restrito de estudantes, o projecto tem atraído progressivamente a atenção e o interesse de mais pessoas, dentro e fora do instituto. Apesar de todas as condicionantes, ao longo da sua existência o Grupo Vector esteve mais ou menos discretamente em diversas frentes na defesa dos alunos. Além disso, podemos dizer que temos várias iniciativas planeadas para os próximos tempos. E embora a criação de um boletim figure entre os nossos objectivos, não é de momento uma prioridade.
Têm ponderado a possibilidade de criação de núcleos noutros estabelecimentos académicos?
O Grupo Vector, quer pelo seu nome como pelos seus objectivos, só tem sentido dentro do Instituto Superior Técnico. No entanto, não descartamos a colaboração com outros projectos estudantis.
Recentemente ocorreram manifestações conjuntas de organizações juvenis nacionalistas com organizações estudantis de esquerda em Roma, esse tipo de união na acção contaria com a participação do GV se ocorresse em Portugal?
Não temos qualquer preconceito com outras organizações estudantis, até porque partilhamos certos objectivos e reivindicações. Na verdade, o Grupo Vector já esteve presente, mais do que uma vez, em iniciativas promovidas por outras organizações estudantis. No entanto, não acreditamos em uniões impossíveis. É sabido o resultado das manifestações conjuntas em Itália: os estudantes nacionalistas acabaram por sofrer uma carga violentíssima organizada por elementos de extrema-esquerda, com consequências ainda por conhecer.
Para finalizar, veremos um dia o GV na AE do IST? Caso queiram acrescentar algo…
Quem sabe se o Grupo Vector não se encontra já dentro da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico…
De resto, queremos agradecer por esta oportunidade e desejar boa sorte ao projecto No-Media na sua luta pela informação livre e independente.
sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
II Feira das Secções
Realiza-se nos dias 6, 7 e 8 de Outubro, no atrium do Pavilhão Central, a II Feira das Secções. O conceito consiste numa série de actividades patrocinadas pelas Secções Autónomas da AEIST, apresentadas para cativar os alunos e promover a participação destes nas mesmas Secções. Entre outras actividades, este ano destacam-se: o Baptismo de Mergulho, o Espaço "Breves Oradores", o Concurso Microfilme, o Laboratório Aberto e uma demonstração de Embarcações Telecomandadas. (via AEIST)
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Encontro com Gianluca Iannone
O Grupo Vector esteve presente no Montijo, dia 20 de Setembro, no encontro com Gianluca Iannone subordinado ao tema "Roma e acção metapolítica".
Figura incontornável da cena nacionalista italiana, Iannone explicou como é possível evoluir de uma pequena comunidade militante para um projecto de nível nacional. A associação de promoção social CasaPound, da qual Gianluca é uma das principais faces, representa actualmente o eixo das mais diversas iniciativas: desde as ocupações romanas não-conformes (que dão abrigo a famílias italianas carenciadas) à emissora on-line Radio BandieraNera, do projecto-lei Mutuo Sociale (que visa combater a usura bancária e a especulação imobiliária através de habitação social auto-sustentada) ao grupo estudantil Blocco Studentesco, passando por livrarias, concertos, grupos desportivos, publicações e bandas musicais.
À conversa com Gianluca Iannone, ficámos a saber do lançamento da secção universitária do Blocco Studentesco, prevista para Outubro, com núcleos em cidades de diversas cidades italianas. A primeira prioridade é a conquista de um espaço nacionalista dentro da Universidade italiana. O Blocco Studentesco tem como principais bandeiras o combate à privatização do ensino superior, a luta contra a burocratização do ensino, a defesa da aplicação das receitas das propinas nos próprios estabelecimentos e a exigência de maior representatividade dos estudantes nos órgãos de decisão e gestão universitários. O objectivo dos estudantes do Blocco é uma "universidade pública, meritocrática e acessível a todos".
quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Estamos de volta!
As aulas estão de volta e com elas o Grupo Vector. Com mais força, mais energia, mais elementos e, principalmente, mais vontade. O Técnico está a mudar. Fica atento. Os nacionalistas vieram para ficar.
quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Porquê a céltica?
A cruz céltica, como já dissemos, é um símbolo tradicional europeu e simboliza a ligação às raízes imemoriais do povo português. Além de ser esteticamente interessante, é facilmente reconhecível e tem uma carga simbólica importante, já que foi utilizado por vários grupos nacionalistas em toda a Europa, principalmente movimentos nascidos em ambientes universitários.
segunda-feira, 5 de Maio de 2008
A Principal Ameaça
Qual é, hoje, a principal ameaça? A da progressiva desaparição da diversidade do mundo. O nivelamento das pessoas, a redução de todas as culturas a uma «civilização mundial» construída sobre tudo o que há de mais comum. Já hoje, de uma ponta à outra do planeta, se vê erguerem-se o mesmo tipo de construções, instaurarem-se os mesmos hábitos mentais. De Holiday Inn em Howard Johnson, começam-se a desenhar os contornos de um mundo uniformemente cinzento. Viajei muito – por muitos continentes. A alegria que experimentamos no decurso de uma viagem, é a de ver modos de vida ainda enraizados, ver viver com o ritmo que lhes é próprio povos diferentes, de uma outra cor de pele, de uma outra cultura, de uma outra mentalidade – e que se orgulham da sua diferença. Creio que é esta diversidade que faz a riqueza do mundo, e que o igualitarismo está em vias de a matar. É por isso que importa não apenas «respeitar os outros» – apenas com a boca –, mas de, em todo o lado, suscitar o mais legítimo dos anseios que possa haver: o de afirmar uma personalidade diferente de qualquer outra, de defender uma herança, de se governar a si próprio segundo aquilo que realmente se é. E isso implica lutar, frontalmente, contra um pseudo-antirracismo negador das diferenças, e contra um racismo ameaçador que é, ele também, a recusa do Outro – a recusa da diversidade.
Alain de Benoist, Nova Direita Nova Cultura – Antologia crítica das ideias contemporâneas, Lisboa, Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite, 1981, pp. xxxvi-xxxvii.
sábado, 3 de Maio de 2008
Antifa bla bla bla
Ainda na última edição do Diferencial, está presente uma carta de um tal Movimento Antifascista Português (MAP) alertando a redacção do jornal para uma alegada associação que o Grupo Vector estaria a tentar fazer com o jornal, através dos links presentes neste blogue.
Um esclarecimento, desmentindo esta fantasiosa intenção, já seguiu para a redacção do Diferencial e esperamos vê-lo publicado na próxima edição.
É verdade que este blogue contém ligações para o sítio do IST, assim como para os sítios de outras iniciativas relacionadas com a faculdade (como o jornal Diferencial e a Rádio Zero), sem qualquer necessária relação institucional. O Grupo Vector considera-os antes de mais projectos bastante interessantes e válidos. Projectos que merecem a nossa atenção, apoio e divulgação. Projectos que se enquadram dentro do espírito universitário que o núcleo nacionalista tem como modelo. Porque a Universidade não pode limitar-se a uma simples fábrica de exames, tem que ambicionar ser uma plataforma de troca de experiências, de exploração cultural e se possível de intervenção na sociedade.
O Vector soma e segue!
quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Avanti camerati!
terça-feira, 29 de Abril de 2008
O Grande Engenheiro olha por ti
Imagem de um stencil recém-pintado numa esquina do Técnico, pilhada daqui
O Diferencial, jornal dos estudantes do IST, na sua última edição dá conta da instalação de dezenas de câmaras de video-vigilância pelo campus da Alameda. Num interessante artigo, o jornal questiona as consequências desta medida. Não bastava os alunos serem vigiados "para sua própria segurança" nos transportes públicos a caminho do Técnico; agora nem dentro do instituto os alunos têm privacidade.
O responsável por esta medida, o Eng. João Ferreira, discorda. Assegura que “as câmaras estão apenas no exterior, corredores e laboratórios de alta tecnologia”. Ou seja, em todo o lado. Dentro e fora dos pavilhões, dentro dos bares, em todas as esquinas, as câmaras de video-vigilância não dão tréguas. Quem tem acesso a esta informação? Segundo o Eng. João Ferreira, “as imagens ficam arquivadas trinta dias e só podem ser visualizadas pela polícia”. Será?
O Técnico a caminho de 1984 ?
No entanto, mais estranha do que esta medida é a quase total ausência de reacções. Para Palmira Silva, professora do Departamento de Engenharia Química e Biológica, “as câmaras são um reflexo do amorfismo que se vive na nossa sociedade”. Espanta-se que “ninguém se manifeste contra ou a favor: já não há posição crítica sobre nada?”.
O Grupo Vector está atento. Manifestamos-nos absolutamente contra a instalação de câmaras de video-vigilância dentro do campus. Para além de ser uma medida de segurança com uma eficácia mais que discutível, consideramos que se trata de um grave ataque à privacidade dos alunos e um atentado (mais um!) à sua liberdade enquanto cidadãos. A remoção destas câmaras é uma batalha que diz respeito a todos os estudantes do IST: o Técnico não é uma prisão!
quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Entrevista com o CUIB
A luta universitária também diz respeito aos nacionalistas. Em Itália, na Universidade Católica de Milão, uma instituição com mais de 20.000 alunos, nacionalistas de várias tendências organizaram-se em torno do CUIB d'Avanguardia - Comitato Universitario Iniziative di Base. Criado a Janeiro de 2007, o CUIB ocupa já uma posição sólida na universidade. Fomos saber mais sobre eles.
Quais os objectivos do CUIB?
Para lá das etiquetas, a nossa iniciativa nasce com uma clara ligação à visão do mundo tradicional, baseado em valores essenciais como a família e a defesa da vida em qualquer das suas formas. O nosso objectivo consiste em criar um ponto de referência para todos os que queiram quebrar com uma cultura conformista e uma sociedade de expressão de anti-valores, para todos os que queiram começar a construir um futuro diferente.
Quais são os principais problemas que o ensino superior atravessa em Itália?
Actualmente, a Universidade Italiana é uma simples fábrica de exames e, infelizmente, o ensino é demasiado frontal e inflexível. Os estudantes têm muita dificuldade em adaptar-se ao ambiente de trabalho.
Como descrevem a juventude italiana?
Os jovens italianos vivem actualmente de uma forma absolutamente parasitária. Acreditam que tudo é garantido e têm infelizmente menos valores a cada dia que passa. Aceitam os dias como eles surgem e não pensam no que fazem os políticos, mesmo quando eles falham. É claro que conseguem distinguir quem é melhor ou menos mau, mas são incapazes de analisar seriamente os problemas.
Até agora, que tipo de acções foram promovidas pelo CUIB?
O CUIB marca a diferença no ponto de vista goliárdico [ndt: espírito alegre que encara a vida com um sorriso nos lábios e uma atitude descontraída] assim como na perspectiva cultural.
A nossa primeira acção foi realizada há um ano, quando o ex-primeiro-ministro Prodi se deslocou à nossa universidade para receber o seu doutoramento ad honorem. Desde esse dia, temos procedido a diversas lutas pela nossa universidade.
Damos muita atenção à "estética de acção", e até agora, fomos sempre recompensados. Afastámo-nos da imagem do "nacionalista estranho e mal vestido" de forma a aproximarmo-nos das pessoas comuns.
Continuando, vencemos uma competição regional, garantindo subsídios para o nosso projecto: ERGA OMNES. Consiste num arquivo de teses, que pode ser consultado, citado e comentado de forma gratuita. Para isto, decidimos operar em modelo "open source", sob uma licença "creative commons" para, por um lado proteger o autor, e por outro promover a liberdade de difusão.
De facto, recolhendo estes contributos, construímos um arquivo que tem interesse e funcionalidade real para todos os estudantes universitários italianos e não só. Disponibilizando um serviço completamente gratuito e de interesse público, acreditamos poder recolher alguns fundos, muitas vezes atribuídos a actividades "não tão culturais". Com este subsídio, esperamos trazer algum reconhecimento aos alunos válidos e às propostas verdadeiramente interessantes de qualquer faculdade italiana.
Obrigado pela entrevista. Querem deixar um comentário final?
Obrigado nós.
Esperamos apenas que, no decorrer dos nossos combates, muitos camaradas decidam conduzir as suas próprias batalhas universitárias de uma forma diferente da que sempre caracterizou a "extrema-direita".
A beleza de tudo... está simplesmente na ACÇÃO.
CUIB d'Avanguardia è un passo davanti a tutti (está um passo à frente de todos).
segunda-feira, 21 de Abril de 2008
sábado, 19 de Abril de 2008
Que geração é a nossa?
Uma geração inteira vegeta nos anfiteatros do Técnico. É suposto que sejam os futuros líderes de um país, mas representam uma geração conformada que aceita tudo sem pensar, que não questiona, que não reage, que não tem causas nem objectivos. Esta é a geração pós-rasca. Uma geração robotizada, deprimida e estupidificada, dominada pelo consumismo, pelo politicamente correcto e pelo pensamento único.
O Grupo Vector é a pedrada no charco. O Grupo Vector quer despertar as consciências, fazer pensar, interrogar. O Grupo Vector quer acabar com as unanimidades, quer colocar-te contra a tua própria consciência. O Grupo Vector é a Revolução dentro de cada um.
Vais começar a pensar ou deixas que os outros o façam por ti?
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sexta-feira, 18 de Abril de 2008
De Bolonha
A declaração de Bolonha foi colocada em prática no Instituto Superior Técnico há quase dois anos. Até agora, para os alunos da instituição, os benefícios da reforma são bastante discutíveis.
De início, para além de unificar o Ensino Superior em toda a União Europeia, a declaração de Bolonha pretendia, segundo os documentos oficiais, aumentar a flexibilidade e mobilidade dos cursos e estudantes. Nobres intenções, sem dúvida.
No entanto, no Técnico, as coisas resultaram de modo diferente. Primeiro que tudo, procedeu-se a uma mudança do plano curricular, o que na prática significou uma mera alteração do nome da maioria das cadeiras. Por sua vez, reduziu-se a carga horária geral das disciplinas, como alegada forma de incentivar a autonomia e livre iniciativa dos alunos. Na prática, devido à rapidez da transição, o resultado foi o abandono dos alunos por parte dos docentes. O facto é que as aulas práticas emagreceram e a maior parte das aulas teóricas viu-se concentrada em blocos de 90 minutos, seguindo o mau exemplo do ensino secundário. Nas aulas práticas, muitos professores perceberam rapidamente que o modelo de Bolonha (que consistia na resolução de dúvidas que os alunos teriam ao resolver problemas previamente propostos) era totalmente inviável. Muitos docentes regressaram assim ao antigo modelo de explicação e resolução de exercícios, agora com menos tempo de aula, mas com mesma quantidade de matéria. Nas aulas teóricas, o aumento do tempo disponível potenciou ainda mais o despejo de informação por parte dos professores, dificultando a manutenção dos níveis de concentração dos alunos.
Outras questões continuam ainda sem resposta. No caso do Técnico, onde pára a mobilidade e a flexibilidade do ensino? Até que ponto estão preparados para vida profissional os alunos que terminam licenciaturas em ciências da engenharia (1º ciclo de Bolonha)? Qual será a participação do Estado na comparticipação dos mestrados, correspondentes ao 2º ciclo de Bolonha? São apenas algumas dúvidas que continuam por esclarecer.
Por todos estes motivos, o Grupo Vector conclui que a transição para o modelo de Bolonha foi feita, de um modo geral, de uma forma demasiado brusca e irracional, sem qualquer respeito pelos estudantes. Se é certo que Bolonha pode ter vantagens, neste caso nenhuma foi devidamente aproveitada. A incógnita reside assim nas consequências que as falhas deste processo podem ter na formação dos futuros engenheiros do Técnico.



